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Com medicamento em falta, HUSF cancela cirurgias e pode ter que limitar o atendimento a pacientes de COVID-19

Publicado em 17/06/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


O Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus(HUSF) é referência no atendimento a pacientes do SUS em nossa região, medicamento em falta é utilizado em anestesias e no tratamento de quadros graves de COVID 19.

Armando Teixeira Junior

Com a abertura gradual do comércio e a flexibilização da quarentena acontecendo em diversas cidades de nossa região, os hospitais se preparam para poder receber um possível aumento de pacientes com COVID-19. No entanto o HUSF, localizado em Bragança Paulista, passa por uma situação delicada, a falta de um medicamento que atua como bloqueador neuromuscular, forçou o cancelamento das cirurgias eletivas e pode prejudicar inclusive o atendimento a pacientes de COVID-19, uma vez que a medicação é utilizada em quadros graves na UTI destinada a pacientes diagnosticados com o coronavírus.

Com o auxilio da Assessoria de Comunicação da HUSF, falamos com o Dr. Pedro Izzo, diretor técnico e médico cirurgião pediátrico do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus, que garantiu que as cirurgias eletivas retornam, “Tão logo haja a normalização do fornecimento.”

Ainda sobre esse assunto, ele respondeu a algumas perguntas para o Portal Atibaia News.

1 - Por qual motivo o HUSF cancelou as cirurgias eletivas?

Devido à falta de fornecimento de alguns medicamentos por parte dos distribuidores. No caso, o bloqueador neuromuscular, utilizado tanto em anestesias como na UTI destinada aos pacientes diagnosticados com COVID-19.

2 - Há previsão de normalidade para a falta dos medicamentos?

Sem previsão de normalização do fornecimento. Estamos em frequente contato com os fornecedores para a resolução do problema.

3 - Os atendimentos de COVID-19 podem ser prejudicados com tal situação?

Alguns pacientes portadores de COVID-19 necessitam de relaxamento muscular para que possam receber a ventilação pulmonar de maneira adequada. Assim, diante da falta de tal fármaco, a instituição tem aplicado medidas para redução do uso dos mesmos.

4 - Qual a taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados aos pacientes com COVID-19? De qual forma o atendimento pode ser impactado?

Taxa de ocupação de 70%. A situação é preocupante, porém, com o contingenciamento que estamos realizando, esperamos poder continuar atendendo ao mesmo número de atendimentos sem prejuízo ao paciente de COVID até que consigamos o retorno do fornecimento normal por parte dos distribuidores.

 

› FONTE: Atibaia News (portalatibaianews.com.br)


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