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Prefeitura esclarece protocolo sobre uso da cloroquina para Covid-19

Publicado em 10/07/2020 Editoria: Saúde 2 comentários Comente! Imprimir


Declaração ocorre após vídeo de moradora de Atibaia com críticas ao atendimento da irmã com sintomas da doença

A Prefeitura da Estância de Atibaia informou a respeito da indicação dos medicamentos cloroquina / hidroxicloroquina para pacientes com Covid-19, destacando ser uma escolha dos médicos e não uma obrigação. A prescrição de todo e qualquer medicamento é prerrogativa do médico. Também abordou a realização de testes PCR (por coleta de secreção no nariz e garganta) para suspeitos da doença, depois que uma moradora da cidade reclamou do atendimento prestado à sua irmã num estabelecimento de saúde. Uma das queixas da moradora foi a não prescrição de cloroquina/hidroxicloroquina.

O Ministério da Saúde em sua orientação para uso de medicamentos no tratamento de pacientes com diagnóstico da Covid-19 considera que até o momento não existem evidências científicas fortes que possibilitem a indicação de medicamentos específicos. Estabelece tratamento precoce, combinando cloroquina ou hidroxicloroquina com azitromicina, por 5 dias, nos primeiros dias da doença.

A orientação para a prescrição do medicamento permanece a critério do médico, sendo necessária também a vontade declarada do paciente. A Secretaria de Saúde não pode obrigar o médico a receitar cloroquina e não tem esse medicamento, que é indicado principalmente contra malária, lupus e artrite reumatóide e sumiu das farmácias após uma alta procura. Ainda há muitas controvérsias quanto à eficácia científica da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 e ainda por receio por potencial efeito negativo no funcionamento do coração, principalmente quando associada à azitromicina, por risco de causar arritmias fatais, principalmente em idosos.

Em vídeo postado em uma rede social, a moradora disse que houve recusa no posto em fazer o exame e que a irmã dela foi obrigada a realizar um teste rápido em farmácia, cujo resultado deu positivo. De acordo com a Secretaria de Saúde de Atibaia, a irmã da moradora estava com sintomas de Covid-19 há 14 dias, portanto fora do protocolo para a realização de exame PCR. Os laboratórios públicos somente realizavam exames para PCR coletados nos postos de saúde, UPA e pronto socorros da cidade em casos graves ou de grupos especiais. Este exame somente é realizado nos primeiros 10 dias dos sintomas.

A realização destes testes está sendo ampliada. Os serviços de saúde já estão sendo orientados a coletar exames em pessoas com sintomas de quadro gripal, mesmo sem serem de grupo de risco.

› FONTE: Atibaia News (portalatibaianews.com.br)


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