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Atibaia terá pesquisa de imunidade de rebanho para COVID-19

Publicado em 30/07/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Foto: Reuters

Foto: Reuters

Anunciada em live pela Secretaria da Saúde a pesquisa de inquérito soro-epidemiológico de base populacional será realizada em Atibaia em parceria com a USP, Santa Casa de São Paulo e IBGE

Armando Teixeira Junior

Atibaia, assim como outros municípios brasileiros, participará de uma pesquisa que pretende conhecer melhor o comportamento do Covid-19 e saber se o conceito de “imunidade de rebanho” funcionaria também para a doença. A pesquisa, que será realizada em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Santa Casa de São Paulo e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), poderá ter início já no mês de agosto.
A imunidade de rebanho é observada com outras doenças virais e acontece quando a maior parte da população se encontra imunizada contra algum tipo de doença, na maioria dos casos através da vacinação de grandes grupos.

A Secretaria de Saúde de Atibaia, através da Assessoria de Imprensa encaminhou ao Portal Atibaia News uma nota explicando de forma mais detalhada como será realizada a pesquisa no município.

Segue abaixo o documento na íntegra:

Alguns municípios brasileiros têm procurado, paralelamente à vigilância dos casos suspeitos, realizar estudos sorológicos em amostras populacionais e grupos de maior risco para COVID-19 para verificar qual a proporção da população que já teria sido afetada.

Discute-se no mundo se pode haver com a COVID-19 o que ocorre com algumas doenças virais, como Sarampo e Rubéola, a “imunidade de rebanho”, alcançada quando determinada quantidade de pessoas estão protegidas de uma infecção por já terem se infectado e recuperado ou porque tomaram vacina, quando essa é disponível. Qual proporção irá contribuir para dificultar e até reduzir a expansão é discutida - para alguns autores 20%, para outros 10%.

A população estimada de Atibaia em 2019 é de 142.761 habitantes: 10% seriam 14.276. Desse total, 5% seriam graves. Infelizmente, o risco de morte entre os casos graves varia de 50 a 80%.  Portanto, o grande problema mais casos de COVID-19, mais mortes.

É importante entender os conceitos citados:

- Casos suspeitos: são indivíduos que apresentam sintomas e ou sinais compatíveis com COVID-19. O mais clássico é a síndrome gripal. A palavra síndrome, quer dizer um conjunto de sintomas que pode ter diferentes causas. O vírus influenza, o coronavírus e outros vírus respiratórios, podem levar a um quadro clínico tão semelhante que não é possível clinicamente determinar que esse ou aquele vírus é o causador da doença.

- Grupos de risco: profissionais de saúde, de segurança pública, motoristas/cobradores de coletivos, profissionais de limpeza pública, profissionais de funerárias e cemitérios (sepultadores),  profissionais do serviço social que trabalham com populações de maior vulnerabilidade, idosos em geral, mas principalmente portadores de doenças crônicas e residentes em Instituições de Longa Permanência, residentes em comunidades fechadas (presídios), gestantes de alto risco

- Amostra populacional: é feito sorteio de uma amostra da população geral e os resultados encontrados podem servir como estimativa do que acontece com o todo populacional.

No estudo é realizada visita ao domicilio sorteado, feita orientação sobre o estudo, convidados os moradores com 18 anos ou mais a participarem. Entre os que aceitarem participar é sorteado um morador, no qual será feita coleta de sangue e preenchido questionário sobre o estado de saúde nos meses anteriores. Espera-se realizar o exame em 800 pessoas, sendo feitas 3 séries. O estudo permite avaliar se houve casos em pessoas sem sintomas.

Os dados serão disponíveis à medida que os exames forem realizados, mas uma análise estatística pode demorar mais. Os participantes do estudo receberão o resultado individualmente. Os nomes das pessoas não são divulgado e nem os endereços. Todo estudo epidemiológico deve ser sigiloso.

As informações poderão ajudar a decidir as estratégias que devem ser tomadas, como a maior ou menor flexibilização. Para o planejamento do estudo, para que as informações possam retratar a realidade, temos discutido e solicitado o apoio da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, que  realizou o PECA em Atibaia e o profissional responsável pelo CENSO 2021 do IBGE em nossa região, que nos ajudou com o sorteio, cuja base foi o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos, resultante do último Censo Demográfico 2010.

Na data de hoje, 29 de julho, já foram notificados 1338 casos em moradores de Atibaia, dos quais 613 confirmados. A proporção de casos está em 0,4%. No estudo brasileiro realizado pela Universidade de Pelotas foi encontrada uma proporção (que na Epidemiologia chamamos de prevalência) de 3,4%. Eles estimaram que para cada caso notificado haveria pelo menos mais 6 que não o foram.

› FONTE: Atibaia News (portalatibaianews.com.br)


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